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2 098 m
1 620 m
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3,48 km

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i närheten av Santa Isabel, Estado Amazonas (Bolivarian Republic of Venezuela)

Bem, aqui as coisas começam a complicar um pouco, pois o trajeto estará bem mais difícil de percorrer: lama, água e subindo… Serão 3.5km de pura lama e trajeto bem irregular. Você vai gastar umas 5 a 6 horas de caminhada!
A vegetação da selva muda e caminhamos agora nos campos de altitude, sem a copa das árvores sobre a cabeça - como estava nublado, o sol não foi um problema e o clima mais frio amenizou o esforço sentido nos dias anteriores, por causa do calor. Leito da trilha úmido e molhado: o que significa mais lama.
Depois de desmontar a barraca e tomar o café da manhã, aqui sim, já troquei de bota: a bota Salomon foi pra mochila e a “galocha" de borracha para os pés, até chegar no cume do Neblina: não me arrependi em ter carregado essas 900g por todo esse tempo.
Usei um meião de futebol com a calça de trekking por dentro da bota de borracha, como já disse, para proteger a panturrilha: tomando esse cuidado, nada irá te incomodar. A meia não ficará seca, pois a bota “não" transpira e seu suor vai molhar o interior. Mas a lama e sujeira ficarão longe dos seus pés.
Usei “muito" os bastões de trekking para dar força nas subidas (mochila pesada nas costas), além de facilitar o equilíbrio na hora de escolher o lugar onde colocar os pés no meio de toda aquela lama (vale a regra de andar nas bordas das poças e/ou pisar nos galhos/troncos que estão no meio dos “lagos” de lama, pra ajudar).

Obs.: O Acampamento Base foi a pior área de camping em todo o trajeto: úmida, molhada, pequena, sem bom local para banho/banheiro e com muito lixo.
Aqui o banho ficou em “segundo plano”: frio e o igarapé pouco profundo…
Porém, tem uma ótima vista para o maciço da Neblina.
Chegamos no local debaixo de chuva. Conseguimos, depois de uma “terrraplenagem" improvisada, montar 2 barracas (total para 4 pessoas, 2 em cada) coladas uma na outra; não cabe mais do que isso. O local precisa de uma reforma total. Uma parte da equipe terá que dormir em redes.

OS INDÍGENAS
Todos com quem conversamos foram bem articulados. Falam e entendem o português e o yanonami fluentemente.
Porém, tivemos algumas panes no entendimento de nossas conversas prévias, durante os 2 meses de tratativas sobre os custos da viagem com eles, pois o WhatsApp não é a ferramenta ideal pra isso; se já temos problemas de interpretação com nossos amigos e familiares, imagine com os indígenas no meio da floresta distantes no Amazonas? Infelizmente, não tínhamos um relato como este para nos ajudar.


Algumas palavras importantes para serem ditas na viagem:
-Bom dia = KATERRE TAMÃ RARIKA
-Boa tarde = KATERRE TAMÃ UIATE
-Boa noite = KATERRE TAMÃ TITE
-Macaco Guariba = IROKAE
-Homem branco = NAPA
-Pequeno rio na língua Tupi (não é “yanonami”) = IGARAPÉ
-Região de tempestades e ventos fortes = YARIPO
-Mochila do indígena, feita por eles mesmos = JAMANXIN
https://www.dicionariotupiguarani.com.br/yanomami/
Segundo o nosso guia Yanonami, o Agenor, a escrita e pronúncia correta da designação da etnia é com a letra “N" e não “M”, ou seja, está errado falar/escrever “yanoMami"; o correto é "yanoNami". Realmente, entre eles, todos falam “yanoNami".
Eles dormirão em redes, montarão o acampamento, farão toda a comida e lavarão as vasilhas/talheres/copos, colocarão “fumo" nos lábios inferiores, colado nos dentes (e cuspirão) e utilizarão botas de borracha durante todo o trajeto.
Obs.: compre lá na aldeia em Maturacá, na “vendinha" da Dorotéia, uns pacotes de fumo (R$5,00 cada) para alguns guias (política da boa vizinhança).
Waypoint

Acampamento Base 2026m

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Mirante 2029m

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1938m

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LAMA

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1915m

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1800m

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Acampamento da Laje 1.606m

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