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i närheten av Uaupes, Amazonas (Brazil)

Obs. : o relato abaixo está em PDF mais completo do que aqui. Caso queira, me manda um ZAP no (12) 974-017-200

A trilha para o Pico da Neblina (2.995,3m) está localizada dentro do Parque Nacional (PARNA) de mesmo nome. Criado em 1979 no estado do Amazonas, na fronteira com a Venezuela, o parque possui uma área um pouco mais que 2.300.000 hectares, o que equivale a 80 (isso mesmo, oitenta) Parques Nacionais de Itatiaia!

O PARNA está fechado para visitação desde 2003, por recomendação do Ministério Público Federal. Motivo: turismo desordenado realizado por agências e não indígenas, o que causou impactos ambientais e violação dos direitos daquelas etnias, principalmente os Yanonamis.

Dia “zero” (de Manaus-AM para São Gabriel da Cachoeira-AM)
Chegamos em SGC (São Gabriel da Cachoeira-AM) de avião, vindo de Manaus-AM, pela empresa MAP e nos alojamos para, em seguida:
“fecharmos" com o “toyoteiro" que nos levaria no dia seguinte às margens do igarapé Ya-Mirim (dicas no PDF);
calcularmos e comprarmos o combustível (gasolina + óleo) que será levado também com o “toyoteiro” no dia seguinte, para ser usado pela voadeira que nos levará até Maturacá-AM (dicas no PDF);
realizar a compra dos gêneros alimentícios para a aventura (no PDF).

Primeiras expedições e atividades ligadas ao Pico da Neblina:
1950: visualização do Pico da Neblina por um Cmt de uma aeronave DC-3, o maranhense Cmte Mário Jucá de Castro, da Panair do Brasil. Chefe do Setor Amazônico daquela empresa, teria estimado um relevo próximo de 3.000m de altitude, baseado no altímetro do seu avião, durante seus voos na região.
1952: sobrevoo do maciço pelo botânico brasileiro Ricardo de Lemos Fróes, do Instituto Agronômico do Norte (Belém do Pará), com o mesmo Cmte Jucá da Panair, a bordo de um Catalina. Esse botânico já havia feito incursões terrestres na área e acreditava que existia um “relevo" próximo dos 3.000m de altitude na região amazônica, ao avistar, numa ocasião, a Serra do Imeri.
1953: o curador do Jardim Botânico de Nova Iorque, Dr. Bassett Maguire (1904-1991) , partindo da Venezuela, lidera uma expedição científica à “guyana highlands”, conhecidas pelos americanos como “lost world”. Durante 3 meses, planejam, reconhecem e executam a expedição para, no dia 25 de dezembro daquele ano, chegarem ao topo da montanha que ele batizou de “Mountain of the Clouds” ou “Cerro de La Neblina” por estar constantemente coberta por uma densa neblina, fruto do contato do ar quente da floresta tropical a 100m de altitude com aquele relevo “frio" situado entre 2.000 e 3.000 m de altitude. Porém, apesar de encontramos na internet alusões de que ele e o venezuelano Willian Phelpes Jr. chegaram no Pico da Neblina ou no 31 de Março, elas são incorretas pois, de acordo com o mapa feito pelo Maguire e sua equipe, eles subiram um maciço venezuelano bem ao norte do pico, conforme as imagens ao final deste relato (Geographical Review, VOL 45/jan 1955, pág 27 a 51).
1954: o ornitólogo venezuelano Willian Phelps Jr. (1902-1988) e sua esposa, participando da supracitada expedição do Dr. Maguire, chegam ao cume do Cerro Neblina (que não é o nosso Pico da Neblina e muito menos o 31 de Março) na manhã do dia 19 de janeiro daquele ano e lá permanecem por 5 dias, estudando as aves. Os venezuelanos batizaram mais tarde o de Cerro Phelps, as elevações do lado brasileiro em sua homenagem, sem saber que ali era terra brasileira, conforme mapa do Maguire no final deste relato.
1965: em 30 de março, a primeira ascensão e aferição oficial da altitude do Pico da Neblina foi realizada pela expedição da PCDL (Primeira Comissão Demarcadora de Limites/ Comissão Mista Brasileiro/Venezuelana Demarcadora de Limites) comandada pelo General Ernesto Bandeira Coelho, da qual participou o topógrafo Ambrósio Miranda que, através de um teodolito + barômetro, chegou à marca de 3.014m de altitude. Estava presente também o pesquisador Roldão Pires Brandão. O Neblina passou então a ser o ponto culminante do país (na época, esta posição era do Pico da Bandeira, com 2.891m).
1973: demarcação definitiva da fronteira do Brasil com a Venezuela
1979: criação do PARNA do Pico da Neblina.
2003: fechamento do PARNA Pico da Neblina à visitação.
2004: nova medição do Pico pela equipe do cartógrafo Marco Aurélio de Almeida Lima, membro da expedição Projeto Pontos Culminantes (IME + IBGE), quando, depois de 36h no local, chegaram ao novo número de 2.993,78m, ou seja, menos de 3.000m de altitude.
2012: criação do Conselho Consultivo do PARNA Pico da Neblina, visando uma futura abertura do parque e em consequência, a exploração do turismo no mesmo.
2015: em um novo reajustamento do SGB (Sistema Geodésico Brasileiro) baseado no campo gravitacional da terra, recalcularam-se as altitudes das RRNN (Referências de Nível) da Rede Altimétrica de Alta Precisão do país, alterando, entre outras, a altitude do Pico da Neblina: aumentou para 2.995,30m (foi um “recálculo” e não uma nova medição in loco).
2016: expedições “teste" ao Pico da Neblina a fim de colher informações para o processo de retorno à visitação do PARNA e implementação do Plano de Visitação Yaripo.
2018: aprovação do Plano de Visitação Yaripo para o PARNA Pico da Neblina.
2019: neste ano, está prevista finalmente a abertura do Parque Nacional do Pico da Neblina para a visitação através de empresas de turismo credenciadas.
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