• Bild av Viagem Do século 28/03/2019
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Tid  9 timmar 21 minuter

Koordinater 13970

Uploaded den 20 september 2019

Recorded mars 2019

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1 102 m
157 m
0
94
189
377,01 km

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i närheten av Cochrane, Aysén (Chile)

As 9h começou a movimentação no camping, nem dá pra dormir além desse horário ali. Levantei e comecei a ajeitar as coisas. Botei a barraca pra secar e fiz café.
Meu pão acabou, mas acho que não vou comprar mais. Como muito e tudo de uma vez. Teria que comprar todo dia. Enquanto lavava a louça estava reparando, essas calças da Quechua são um sucesso danado entre os turistas, todo mundo tem uma. Termômetro da moto estava dizendo 6 graus as 10 da manhã. A noite ali foi tranquila, haviam arvores e paredes ao redor então não ventou e isso ajudou a manter a sensação térmica mais alta. Tudo certo, dente escovado, moto abastecida e de volta à estrada. 336km até Coyhaique. Nesse trecho da carretera teve de tudo. Pedaços bons como asfalto, terra, cascalho solto, buracos e o que mais se conseguir imaginar. Pior trecho com certeza foi o rípio solto, moto sambava a traseira pra todos os lados. Em um trecho, as curvas eram bem-feitas e inclinadas pra dentro o que dava muito mais confiança. Parece que cada equipe é responsável pela manutenção de um pedaço da estrada. Cada time com um estilo diferente.


A paisagem continuou espetacular, principalmente no trecho de Puerto Rio Tranquilo. Montanhas com neve e árvores que terminavam nas praias tranquilas de pedrinhas num lago com águas translúcidas e geladas. Uns 110km antes de Coyhaique, havia um bloqueio na estrada, que estava em obras. Cheguei antes das 15:30 mas o trânsito só seria liberado às 17h. Fazer o que, paciência. Bom que a partir daí foi só estrada pavimentada, então a viagem rendeu bem. Três dias andando no Chile pra achar asfalto. Claro que asfalto é bom e seguro, mas no fundo senti uma decepçãozinha. Pensava que o trajeto inteiro fosse em estrada de chão. Seria demorado, perigoso, tenso, cansativo e épico de se completar. A paisagem ainda era diferente e bonita, mas agora as florestas deram lugar a pastos e plantações de pinus com as montanhas nevadas bem longe ao fundo. A geografia ainda era montanhosa e a estrada cheia de curvas. Quando passei por Coyhaique aproveitei pra abastecer e já era mais de 18:30. Resolvi não passar no mercado. Parei em outro ponto de obras logo saindo da cidade. Enquanto esperava vi uma placa de parque municipal, que estava ali perto, talvez tivesse camping, fui verificar. Parque estava no final da estrada de 1.5km, mas o camping não estava aberto. Voltei pra estrada e continuei na ruta 7 na bifurcação com a ruta 240. Se era pra fazer a carretera austral de ponta a ponta, tinha que ser por ali mesmo. A 240 era mais longa e asfaltada, a 7 voltava a ser chão e mais curta, porém está em obras de pavimentação nos primeiros 12 km. Andei bem chutado nos primeiros 30km sempre procurando um lugar pra acampar, mas estava difícil. Muitas propriedades rurais e nada de estradas abertas. Mais ou menos no km 34, vi um caminhão motor home parado num sítio pequeno. Eu estava a uns 90/h e dei uma distraída, a moto saiu da estrada, entrou num vão na beirada da terra compactada. Na hora fiquei de pé e tentei domar a moto, já me preparando pra ser arremessado pra frente. Apertei o freio com tudo e o ABS foi parando a moto. Consegui manter o equilíbrio, a moto parou no vão e deu uma tombadinha pro lado esquerdo. Ufa, essa foi por muito pouco memo. Mas agora ela não queria sair do vão que tinha uns 2 palmos de profundidade. O pneu dianteiro batia na parede do vão e não agarrava pra subir. Tive que cavar uma rampinha pra encaixar o pneu dianteiro e tirar a moto dali. Já recuperado do susto, fui até a porteira do sítio perguntar se ali era área de camping. E era mesmo. 5mil pesos, mesma coisa que Cochrane. Dona Mirian foi extremamente simpática e me mostrou o local. Ela estava fazendo geleia de uma frutinha local, não entendi o nome direito, marmilo ou algo parecido. Prometeu me dar um pouco pra experimentar depois. O camping tinha chuveiro quente, torneira com água boa e um espaço bem grande com algumas árvores. Montei a barraca, usei o banheiro e tomei um belo banho quente. Mordomia demais, dois banhos em dois dias, isso tá virando uma viagem Nutella. Fui até a casa pra pagar e preencher a ficha de cadastro. Conversei bastante com a dona Mirian, marido dela e um proprietário do sitio vizinho que estava ali passeando, mas morava na cidade.

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