Koordinater 348

Uploaded den 11 oktober 2019

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i närheten av Ilha das Cobras - Lemos Torres, Pernambuco (Brazil)

Caminhada:" Na Trilha do Maxambomba"

Para quem não quer perder o bonde da história e nem se embaraçar diante da imensa malha ferroviária do tempo presente, a solução é seguir as placas de sinalização, que, impreterivelmente, irão nos levar para o passado, pois é lá que moram as respostas.
Pensando nisso, o Grude6, em mais uma parceria com o Projeto BorArruar,: História e Cultura, convida a todos e a todas para o passeio, "Na Trilha do Maxambomba", o plano é fazermos o caminho de volta ao começo, às origens.
Em um percurso de pouco mais de 4km, por cima dos trilhos do Maxambomba, pequena Maria Fumaça Inglesa do século XIX que por aqui passava, começará no Sítio da Trindade e terminará na Praça do Entroncamento. Passearemos por capítulos de quase 400 anos da história e da cultura pernambucana.
Mens sana in corpore sano. Durante cerca de 2 horas de agradável atividade ao ar livre, caminharemos por um dos trechos mais bucólicos da cidade, com a garantia de perda de caloria , ganho de conhecimento e em clima de confraternização..
E assim, como o primeiro trem urbano que , em 1867 e em solo recifense, começou a operar no Brasil, popularmente conhecido como Maxambomba, também teremos estações, 20 ao todo, para chegar, compartilhar conhecimento e partir com destino à próxima.
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Arraial do Bom Jesus

Sítio da Trindade representou um espaço importante no período da invasão holandesa (1630 – 1654). Neste local existiu o Forte Arraial do Bom Jesus, que foi construído em taipa de pilão pelo general Matias de Albuquerque, entre 1630 e 1635. O Forte funcionou como um foco de resistência luso-brasileira. Soldados da Cia das Índias ocidentais bombardearam e tomaram no ano de 1635. Logo após o surgimento do Arraial, o exército montou o seu acampamento nas redondezas, e uma população de cerca de mil pessoas, antigos habitantes de Olinda migraram para lá temerosos do que poderia vir a ocorrer. Dentre os residentes, por sua vez, havia um elevado número de eclesiásticos que no Arraial erigiram um oratório, para celebrarem missas e empreenderam outros atos religiosos. Por outro lado, rapidamente também surgiram barracas com vivandeiros, que montaram os seus negócios e, depois, erigiram estabelecimentos comerciais ao redor da fortaleza. Aquele local representava um ponto estratégico no sentido de impedir a entrada dos holandeses para o interior, rumo aos engenhos e às plantações de cana-de-açúcar que, na época, representavam as maiores riquezas da capitania de Pernambuco. Em decorrência dos ataques sofridos por parte dos inimigos, da falta de armamentos e de uma alimentação adequada tanto de militares como de civis, o Forte Real do Bom Jesus capitulou em 1635. Há um obelisco de granito, com dois metros de altura - um marco comemorativo que foi inaugurado no dia 30 de janeiro de 1922. Fonte: https://bit.ly/2lJqg6s
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Deutscher Klub Pernambuco

Fundado em 1920, o Clube Alemão de Pernambuco foi criado com objetivo de reunir germanos nascimento e seus descendentes , para recreação, jogos, atividades políticas e culturais, prática de esportes, mas sobretudo manter acesa a tradição teutônica. Neste aprazível lugar,onde podemos degustar uma saborosa comida alemã acompanhada de um cerveja bem gelada de mesma nacionalidade, guarda, em suas memórias, fatos históricos que tiveram sua origem na ascensão do nazismo e a consequente entrada Alemanha na Segunda Guerra Mundial. A Alemanha saiu arrasada e humilhada após a Primeira Guerra Mundial. A conjugação de uma grave crise econômica com as duras imposições do Tratado de Versalhes fortaleceram o discurso político nacionalista e extremista defendido uma parcela da sociedade alemã. Com a chegada de Hitler ao poder, em 1933, foram impostas uma série de mudanças no país, que fez recuperar a economia, mas com ônus da implantação de uma ditadura totalitária que perseguia seus opositores. Aqui no Brasil já viviámos essa realidade, desde 1930 com o Estado Novo de Vargas. Os anos trinta irão consolidar as relações econômicas entre Brasil e Alemanha, nossas exportações para lá alcançaram a um montante de 22%, com destaque para o algodão e o café. E estreitar os laços políticos, treinamento de policiais brasileiros pela GESTAPO e também os ideológicos, a caça ao chamado “perigo vermelho” (comunismo). O Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães - Nazismo - atravessou as fronteiras alemãs e chegou a possuir sedes em 83 países. No Brasil, "o partido chegou a ter 2.900 integrantes e era, de longe, o maior entre os partido nazistas que operavam fora da Alemanha". Atuou por quase dez anos ininterruptos com a anuência do Estado Novo. O partido nazista estava presente em 17 estados brasileiros. O círculo local do partido nazista em Pernambuco funcionou desde 1932. O clube alemão deste estado, pelo seu periódico mensal, seria o grande propagador dos encontros nazistas. Em sua sede, no local dos seus ginásios esportivos, havia reuniões do partido. O jornal do clube, a partir de 1934, passou a estampar em sua capa a bandeira brasileira ao lado das duas bandeiras nazistas: a primeira com a suástica e a segunda, de cores preta, branca e vermelha. A partir de 1936, o periódico passou a estampar apenas a bandeira com a cruz gamada e a brasileira. O jornal do clube alemão de Pernambuco foi um dos mais radicais periódicos de orientação nacional socialista no Brasil. O clube , em 1934, fez questão de mudar seus próprios estatutos para melhor se adptar ao regime de Adolf Hitler. Em janeiro de 1936, a comunidade alemã em Recife comemorou o dia da chegada ao poder do Fürher. Compareceram 120 pessoas no salão de festas do clube. Foi feito um desfile com a bandeira nazista e, em seguida, vários partidários do círculo discursaram. Em 1936, o líder do partido nazista no Brasil, Hans Henning Cossel, esteve presente no Clube Alemão de Pernambuco e fez uma palestra sobre os objetivos do nazismo no Brasil. O Deutscher Klub Pernambuco, que tinha, comprovadamente, ligação com o Partido Nazista, foi considerado propriedade alemã e sofreu uma desapropriação pelo Governo Federal, quando Getúlio Vargas declara guerra contra o Eixo, em agosto de 1942. E passa apoiar os Aliados. O referido clube foi reavido à colônia alemã pernambucana com o fim do conflito. Fontes: https://url.gratis/ZFZak https://url.gratis/1yEy7
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Residência da Família Rozenbliit

O comerciante José Rozenblit, de ascendência judia de origem romena, criador da Fábrica de Discos Rozenblit Ltda., era proprietário de um estabelecimento comercial, as Lojas do Bom Gosto, que ficava próximo à Ponte da Boa Vista, no centro do Recife. Lá, o cliente dispunha de seis cabinas, onde podia ouvir os álbuns antes de comprá-los ou não. Também podia se encontrar uma cabina especial de gravação, onde o cliente podia gravar jingles ou sua voz em acetato – algo raro no país. A Loja não vendia apenas discos, ela também comercializava eletrodomésticos e móveis modernos, contudo, os vinis eram os responsáveis pela sua fama na cidade. Vez por outra, artistas plásticos locais expunham seus trabalhos no espaço físico da loja. Dessa forma, Rozenblit se tornou conhecido entre artistas e intelectuais da cidade. Em 1953, gravou duas composições de frevo (que foram prensadas no Rio de Janeiro) escolhidas pelo maestro Nelson Ferreira – o frevo de rua Come e Dorme e o frevo-canção Boneca. O primeiro de autoria do próprio maestro e o segundo de José Menezes e Aldemar Paiva. Esse fato foi decisivo para a criação da Fábrica de Discos Rozenblit. Em sociedade com os irmãos Isaac e Adolfo, a Fábrica, fundada em 11 de junho de 1954, e instalada na Estrada dos Remédios, no bairro de Afogados. A estrutura abrigava dependências que serviam adequadamente ao processo de produção de discos, desde a gravação até a comercialização. Possuía um estúdio que comportava uma orquestra sinfônica e um moderno parque gráfico. A criação da Fábrica quebrou o sistema de dependência de uma indústria estrangeira, a RCA-VICTOR, para a produção e divulgação de discos de frevo e favoreceu a gravação de outros ritmos pernambucanos como o baião, coco, xote, maracatu e a ciranda. Aliás, a preocupação com a música local e regional caracterizou a produção da Rozenblit que, esporadicamente, também produziu alguma coisa do eixo Rio-São Paulo. Abriu filiais no Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e investiu no mercado nacional: lançou artistas como Zé Ramalho e Tom Zé e sucessos de grandes compositores como Pixinguinha, Tom Jobim e Ary Barroso. A Rozenblit também foi responsável por muitos sucessos internacionais. Parceira de gravadoras estrangeiras como Mercury, Barclay, Kapp entre outras, as matrizes de discos estrangeiros eram compradas, prensadas e embaladas e, dessa forma, a Rozenblit lançou no Brasil artistas como Steve Wonder, Diana Ross, Louis Armstrong. A Fábrica de Discos também se dedicou a gravar vozes de escritores pernambucanos ora em prosa ora em versos, a exemplo de Gilberto Freyre, Ascenso Ferreira e Mauro Mota. Coube a Fábrica Rozenblit o pioneirismo de gravar um disco do bloco O Bafo da Onça, um dos mais conhecidos do carnaval carioca. No fim da década de 1960, gravou ao vivo as doze músicas classificadas do II Festival de Música Popular Brasileira promovido pela TV Record, São Paulo. Entre elas: Disparada, de Geraldo Vandré, e A Banda, de Chico Buarque. O maior sucesso nacional da Rozenblit, entretanto, foi o frevo Evocação nº 1, de Nelson Ferreira, seguido da marcha-rancho Máscara Negra, de Zé Keti e Pereira Matos, e Maria Betânia, de Capiba. A produção da cultura de massa no Nordeste e, em particular em Pernambuco, se deu ao início dos anos 50 através do rádio e do disco; neste último caso, destaca-se com um papel relevante a Fábrica de Discos Rozenblit Ltda. Única gravadora fora do eixo centro-sul (RJ/SP), ela atendia pedidos para a gravação e prensagem de discos para todo o Norte/Nordeste, chegando a ter filiais no Rio, são Paulo e Porto Alegre. Nos anos em que existiu (1953-1989), sua produção fonográfica destacou-se pela divulgação de gêneros musicais brasileiros, nordestinos, em particular, pernambucanos especialmente. A Rozenblit marcou culturalmente toda uma geração de pernambucanos: maestros, arranjadores, músicos, compositores, autores, intérpretes e consumidores que dedicaram parte de suas vidas ao funcionamento deste projeto. O frevo se tornou conhecido nacionalmente graças à Rozenblit; ciranda, maracatu, coco-de-roda não teriam registros fonográficos sem a existência desta industria cultural em Pernambuco. Daí a importância de se resgatar a memória discográfica do Nordeste e do nosso estado através do estudo da produção fonográfica da Rozenblit. O compromisso da Rozenblit com a música nacional e regional confirma-se nos índices de sua produção fonográfica: 60% de música nacional e deste percentual 25% de música regional. Se considerarmos apenas gravações nacionais, o frevo aparece com 25% do total nacional. Confirmando a vocação de pernambucanidade da fábrica. A veiculação dos discos Rozenblit se fazia através das emissoras de rádio e, ao início dos anos 60, também na televisão. Embora o pioneirismo na divulgação da música nordestina e regional e, com menos frequência, da música nacional resultasse no sucesso da Rozenblit, a competição com as gravadoras multinacionais enfraqueceu sua trajetória ascendente. As dificuldades financeiras começaram a surgir e se agravaram quando a Fábrica foi atingida pelas enchentes de 1966, 1967, 1970, 1975 e 1977. Em 1966, a Fábrica foi praticamente arruinada. Contando com a ajuda oficial e privada foi restaurada em alguns meses. Em 1967, a enchente destruiu quase tudo e a Rozenblit ficou funcionando precariamente. Em 1975, a ajuda veio do governo do estado de Pernambuco que, por intermédio do Condepe, concedeu empréstimo para compra de equipamentos para soerguer a Fábrica. Na década de 1980, depois de muitos anos de sucesso e alguns de perda e grandes dificuldades financeiras, a Fábrica de Discos Rozenblit encerrou suas atividades. Fontes: https://bit.ly/2xYnm3n https://bit.ly/2owgeaD
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A Venda de Seu Pedro

A venda já foi um armazém de secos e molhados ricamente surtido, era do tempo que não havia supermercado e os fregueses anotavam suas dívidas em cadernetas. Tinha de um tudo, manteiga a granel, café moído, pão doce, balas, víveres em geral, material de higiene , de limpeza, etc...A poesia matuta do multi-artista Jessier Quirino intitulada "Parafuso de Cabo de Serrote", descreve de forma alegre o que era a Venda de Seu Pedro no passado. Atualmente encontra-se em franca decadência.
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Hospital Infantil Maria Lucinda

O Hospital Infantil Manoel da Silva Almeida foi construído na segunda década do século XX e inaugurado em 09 de junho de 1929. O Comendador Manoel da Silva Almeida fez uma doação de um mil contos de réis à Santa Casa de Misericórdia para construção de três magníficos edifícios: o Hospital para abrigar as crianças carentes, o Pavilhão denominado São José e a Casa de Saúde Infantil para crianças pagantes que ajudassem a manter o Hospital Infantil. Até então as crianças eram, em sua maioria, adotadas pelas Irmãs de Caridade da Associação de São Vicente de Paulo. Incentivado por amigos e pelo Dr. João Rodrigues, médico e amigo, resolveu o Comendador transformar em Hospital o abrigo das crianças desvalidas. Em 16 de janeiro de 1944 foi inaugurada a Casa de Saúde Infantil Maria Lucinda (nome da esposa do Fundador), que tinha por finalidade ajudar a manter o Hospital Infantil Manoel da Silva Almeida. Em 14 de março de 1946, quando já havia falecido o Comendador Manoel Almeida, os seus filhos e amigos solicitaram à Santa Casa de Misericórdia a doação do terreno, pela Santa Casa de Misericórdia do Recife, onde estavam edificados os referidos edifícios e foi constituída a Fundação Manoel da Silva Almeida, que recebeu este nome como homenagem ao grande benfeitor. O Hospital Infantil Manoel da Silva Almeida sobrevive graças à ajuda da sociedade e a renda advinda da Casa de Saúde Maria Lucinda. Atualmente o hospital é mantido pela Fundação Manoel da Silva Almeida, que vive, basicamente das receitas dos serviços prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e mantém convênios com planos de saúde e serviços terceirizados que complementam os recursos necessários para suas despesas.
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Antiga Fábrica da Coca-Cola

Havia uma mini fábrica da Coca-Cola, onde hoje é o Condomínio Residencial da Jaqueira, no endereço Rua Leonardo Bezerra Cavalcante, 59 - Jaqueira, Recife - PE, 52060-030. Nas festas natalinas, era armado um grande trenó com renas e a figura bonachona do Papail Noel , tornava-se uma atração a mais na cidade, era um dos passeios da criançada, à época, uma alegria daquelas, ver o bom velhinho da propaganda desse refrigerante. Curiosidade! Em 1940, inicialmente, apenas a bebida Coca-Cola era produzida, na Fábrica de Água Mineral Santa Clara, em Recife (PE). Depois, foram instaladas minifábricas na capital pernambucana e em Natal (RN). A intenção era abastecer a tropas norte-americanas na base militar de Parnamirim no Rio Grande do Norte. Pouco a pouco, a realidade foi mudando. Ainda em 1942, foi criada a primeira fábrica da Coca-Cola em São Cristovão, no Rio de Janeiro. Em 18 de abril de 1942, a Coca-Cola passou a ser vendida em garrafinhas pequenas e, no primeiro mês, as vendas não ultrapassaram as 1.843 caixas. O gosto do refrigerante parecia esquisito ao brasileiro, até então acostumado a tomar guaraná e soda. Fonte: https://bit.ly/2pkUs9F
Sacred architecture

Capelinha Jaqueira - Nossa Senhora da Conceição da Barreiras

Também chamada de Capelinha da Jaqueira, a capela de Nossa Senhora da Conceição fica situada próximo à Ponte D'Uchôa, no atual Parque da Jaqueira. Ela era a capela do solar de Bento José da Costa. E, como naquele terreno existiam muitas jaqueiras, o local ficou sendo chamado de Sítio das Jaqueiras. A capelinha, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, remonta ao início do século XVIII, época em que o proprietário daquelas terras era o capitão Henrique Martins. Antes dele, o terreno pertencera ao antigo senhor do engenho da Torre, Antônio Borges Uchôa, o mesmo que construiu uma ponte sobre o rio Capibaribe, a chamada Ponte D'Uchôa, ligando o seu engenho àquelas terras. Henrique Martins e a esposa eram grandes devotos da Virgem da Conceição. Há registros de que, em certa ocasião, ele foi acometido por uma crise de erisipela e recorreu à sua padroeira, para que lhe devolvesse a saúde. Tendo o capitão se restabelecido, ele e a esposa manifestaram gratidão depositando um ex-voto junto à milagrosa: uma gravura onde se vê Henrique Martins deitado, coberto por uma colcha de ramagens vermelhas e azuis, com a esposa e o médico à sua volta e, na cabeceira, uma visão da Virgem. Além disso, no dia 8 de janeiro de 1766, o casal doou um terno (moenda de engenho de açúcar) avaliado em vinte mil réis, para que fosse levantada uma capelinha para a Virgem. Dessa maneira, como o local era chamado de Sítio das Jaqueiras, a capela ficou conhecida pela população como Capela da Jaqueira, nome que conserva até hoje. Em 1782, os bens do capitão Henrique - incluindo o Sítio das Jaqueiras -, foram leiloados, por causa do seu envolvimento em um processo de desfalque. O Sítio foi arrematado por Domingos Afonso Ferreira, mas, no século XIX, já pertencia ao português Bento José da Costa, o homem mais abastado do Recife. Registra a história que Domingos Afonso Ferreira se apaixonou por Maria Teodora, filha de Bento José da Costa e que, a este comerciante, pediu a mão da filha em casamento. Domingos Afonso teve seu pedido negado, uma vez que, naquela época, a escolha do futuro genro dependia, tão-somente, da preferência do pai da pretendida. No entanto, após a revolução de 1817, Domingos Afonso Ferreira, como herói da revolução e vencedor, impôs a sua escolha e, em uma grande festa, casou-se com Maria Teodora na Capela da Jaqueira. Bento José da Costa, por sua vez, além de comerciante era, ainda, coronel de milícias e comandante de um corpo de guarnição do Recife. Era muito amigo, inclusive, do último administrador português de Pernambuco: o capitão-general Luís do Rêgo Barreto. Juntamente com esse governador, como membro da Junta Constitucional Governativa, Bento compôs o Governo da Capitania em 1821. Os restos mortais do comerciante estão enterrados por baixo do altar-mor da Capela, onde, em grandes letras, pode-se ler: Aqui jaz o coronel BENTO JOSÉ DA COSTA Falecido em 10 de fevereiro de 1834 na edade de 75 anos a cuja memória dedicão este monumento sua saudoza esposa e seus onze filhos. Os herdeiros de Bento José, sem o menor cuidado pela propriedade herdada, deixaram que as jaqueiras centenárias fossem derrubadas, e que o Sítio das Jaqueiras se transformasse em um campo de futebol. Quando este foi fechado, a terra foi loteada, e a Capela da Jaqueira permaneceu abandonada em meio a um grande matagal. Ela só não foi totalmente destruída, devido à intervenção, em 1944, do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Na ocasião, o templo foi restaurado e construíram, em sua volta, um belo parque: o da Jaqueira. Sob a gestão do prefeito José do Rego Maciel, o famoso paisagista Roberto Burle-Marx projetou o ajardinamento da localidade. Vale registrar que, mesmo depois de tombada pelo IPHAN, a Capela foi saqueada em 1951 e vários de seus pertences foram roubados: dois armários em jacarandá trabalhado (da sacristia), e algumas portas e janelas. A Capela da Jaqueira é uma construção barroca. O seu interior é decorado com azulejos raros, do mesmo estilo dos azulejos dos conventos carmelitas e franciscanos. Podem ser apreciados alguns notáveis painéis sacros, de traçados e cores fortes, que o tempo não conseguiu apagar. Os forros da capela-mor (evocando a Anunciação), do coro (focalizando o casal Nossa Senhora e São José) e da nave (a efígie da Padroeira) possuem pinturas significativas do final do século XVIII. É possível observar, também, dois grandes retratos a óleo, sobre madeira, representando Santo Antônio e São Henrique, bem como São João Batista e São Filipe Nery. O altar do templo é barroco, embora apresente alguns motivos em estilo rococó. Existe um manuscrito na capela-mor, datado de 13 de novembro de 1781, que contém a tradução de um Breve de Indulgência do Papa Pio VI. Na sacristia encontra-se uma relíquia: um lavatório de pedra, com uma torneira longa, feita em bronze, uma obra do século XVIII. As imagens do templo - aquelas que escaparam ao furto e à depredação - estão guardadas na Igreja de São José do Manguinho. É importante salientar que as telhas da Capela, suas madeiras, fechaduras, aldrabas, ferrolhos, dobradiças, entre outros objetos que foram confeccionados em ferro e bronze, são originais de sua construção e datados de 1766. E que, até os anos 1960, o parque existente em volta da capela era todo iluminado por lampiões, pendurados em postes ingleses. Fonte: https://bit.ly/2IQhUSW Se alguns templos pernambucanos se sobressaem pela importância de suas obras de arte, havendo outros que se destacam por sua história, a capelinha de Nossa Senhora da Conceição das Barreiras, na Jaqueira, tem, no seu passado, a marca do romantismo, com a triste história de Maria Theodora e Domingos José Martins. Sítio das Jaqueiras, na antiga Estrada de Ponte D’Uchoa, onde o capitão Henrique Martins, em 1766, iniciou a construção dessa capela em honra de Nossa Senhora da Conceição das Barreiras, como demonstram os ex-votos hoje existentes no Museu do Estado de Pernambuco. Herique Martins era um português, natural da vila de Oeiras, nas cercanias de Lisboa, onde foi batizado em 10 de agosto de 1704, sendo filho legítimo de Manoel Martins e Páscoa Duarte. Era seu pai um mestre sapateiro que trabalhou como caseiro do negociante Jacques Koster, que o mandou por várias vezes a Pernambuco no comércio de tecidos. Numa dessas viagens, Henrique Martins veio a casar com uma jovem do Recife, Ana Maria Clara, filha do capitão João Machado Gaio e de Ana Gomes de Barros. Passou a ser comerciante abastado no Recife, acionista da Companhia de Comércio de Pernambuco e Paraíba, com posto nas milícias e nas ordens portuguesas, onde era familiar do Santo Ofício e Oficial da Ordem de Cristo. Henrique Martins e sua mulher vieram demonstrar grande devoção à Virgem da Conceição. Sendo ele ligado a vários artistas em atividade em Pernambuco, particularmente pela sua atuação como “administrador das obras” da Igreja do Corpo Santo, no Bairro do Recife. Vários ex-votos do século 18, atualmente integrando o acervo do Museu do Estado de Pernambuco, estão a narrar fases de sua vida na qual ele implora pela intercessão da Virgem Maria em seu favor e até de um escravo que, caindo da Ponte d’Uchoa, fora salvo das águas do rio Capibaribe “em dias de agosto de 1770”. Na construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição, no sítio das Jaqueiras, em Ponte d’ Uchoa, vê o professor Ayrton Carvalho o traço do mestre-pedreiro Francisco Nunes Soares, o mesmo que, segundo D. Clemente Maria da Silva Nigra, seria o responsável pelas obras de construção da fachada da Igreja do Mosteiro de São Bento de Olinda (1761-63), tendo também trabalhado na igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes (1785-86). Henrique Martins faleceu em agosto de 1782, estando com os seus negócios arruinados, registrando-se um alcance de 8:101$849, retirado da Bula da Santa Cruzada do Bispado de Pernambuco, da qual era ele tesoureiro-mor. Seus bens, dentre os quais o sítio da Conceição da Ponte d’Uchoa (Jaqueiras) e sua capela, foram a hasta pública e arrematados por Domingos Afonso Ferreira. Em 1816, eram senhores daquela propriedade o rico comerciante português Bento José da Costa e sua mulher Ana Maria Teodora, com atuação em várias irmandades do Recife, inclusive “administradores das obras” da Igreja do Corpo Santo (1801).Trata-se de uma das joias do barroco brasileiro. O templo tem o seu interior valorizado pelo trabalho de artistas, entalhadores e douradores, bem como por raros azulejos portugueses policromados, com cenas de caça, pesca e vida de José do Egito. No forro, painéis do século 18 retratam o casamento, a anunciação e a assunção de Nossa Senhora e os demais focalizam a padroeira, emblema da Virgem e motivos florais. O púlpito, em estilo rococó, apresenta, em sua face voltada para o solo, um grande sol em talhada dourada. Painéis a óleo sobre madeira representam São João Batista, São Felipe de Néri, Santo Henrique e “um fingimento de púlpito para representação de Santo Antônio pregando.” Na capela-mor, ornada com um gracioso altar rococó pintado de faiscado, azul, vermelho, branco e ouro, conserva-se a sepultura do coronel Bento José da Costa, “falecido em 10 de fevereiro de 1834 na idade de 75 anos a cuja memória dedicam este monumento sua saudosa esposa e seus 11 filhos”. Fora esse templo objeto de um Breve de indulgência, datado de Roma de 13 de novembro de 1781, no qual o papa Pio VI concede a todos os fiéis “que verdadeiramente arrependidos de suas culpas, confessando-se e comungando, visitarem a Capela de Nossa Senhora da Conceição das Barreiras… desde as primeiras vésperas do dia da festividade da mesma Senhora até o sol posto do mesmo dia e aí rogarem a Deus pela paz e concórdia etc.” Segundo José Antônio Gonsalves de Mello é esse o único documento conhecido, contemporâneo da data da construção dessa capela, com a denominação de Nossa Senhora da Conceição das Barreiras, em alusão ao trecho do rio Capibaribe, margeado por barreiras, onde está localizada. Saqueada em 1950, ocasião em que foram roubadas todas as portas e janelas internas e externas do andar superior, bem como os armários da sacristia, foi a Capela da Jaqueira restaurada pela diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, sob a direção do professor Ayrton Almeida Carvalho, com as suas obras conclusas em 1959. Os jardins que a circundam são de autoria do paisagista Roberto Burle-Marx, cujo projeto foi presenteado ao 1º Distrito da DPHAN e executado pela Prefeitura do Recife, na administração do prefeito José do Rego Maciel. Em 1976 foi novamente a Capela da Jaqueira objeto de furto, quando de lá foi retirada a imagem de sua padroeira, que, segundo alguns, passou a fazer parte de uma coleção particular do Rio de Janeiro. Nessa capelinha, que mais parece saída de um conto de fadas, Maria Theodora, filha do mesmo Bento José da Costa, casou, em 16 de março de 1817, com Domingos José Martins. Na mesma capela, veio Maria Theodora em oração pedir pela sorte do marido, preso na Bahia, por sua participação como chefe da Revolução Republicana de 6 de março de 1817. Condenado à morte, foi arcabuzado em 12 de junho do mesmo ano, juntamente com os mártires padre Miguelinho e o advogado José Luiz de Mendonça. Do cárcere, na véspera de sua execução, Domingos escreveu para a sua amada um soneto, depois impresso no Recife pela Tipografia de Cavalcanti & Cia. (1823): Meus ternos, pensamentos, que sagrados/Me fostes quase a paz da Liberdade;Em vós não tem poder a iniquidade,/À esposa voais meus fados. Dizei-lhes, que nos transes apertados,/Ao passar desta vida à eternidade,/Ela d’alma reinava na metade;/E com a Pátria partia-lhe os cuidados. A Pátria foi o meu Numem primeiro,/A esposa depois o mais querido/Objeto do desvelo derradeiro./E na morte entre ambas repartido/Será de uma o suspiro derradeiro,/E da outra há de ser final gemido. O gracioso monumento encontra-se hoje localizado no Parque da Jaqueira, em meio de um jardim tomado por mangueiras e jaqueiras, no seu frontispício se vê a grande cruz de Malta, emoldurando o óculo de sua fachada. O conjunto encontra-se inscrito como Monumento Nacional no livro das Belas Artes v. 1, sob o n.ºem 7 de julho de 1938 (Processo n.ºT/38). https://bit.ly/35zYJ9U
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Solar da Jaqueira

Pertenceu a uma das netas do Barão Rodrigues Mendes, dono do casarão onde é a Academia Pernambucana de Letras. "Para a construção da vila, o barão desmembrou uma parte do sítio, inclusive dividindo as antigas dependências para os dois imóveis", conta o arquiteto José Luiz da Mota Menezes. A parte dessas dependências voltada para o solar da APL era a cocheira e quartos dos empregados."A neta contemplada era filha de Malaquias, genro do barão", diz José Luiz. Segundo o arquiteto, o estilo da casa está vinculado ao de outros imóveis da avenida. Algumas das casas semelhantes , porém já foram demolidas."O modelo é considerado como de um chalé. Há uma correlação como os chalés suíços, dos Alpes, inclusive com uso de talha em madeira bem colorida ", explica o especialista. O formato "chalé", marca um período em que este modelo de residência foi largamente utilizado por aqui: A segunda metade do Séc. XIX e o começo do XX, como os chalés das 4 Marias e a casa vermelha em Olinda, O casarão do Sítio da Trindade, a estação da Ponte D'Uchoa, O chalé do Prata, entre outros. Esta antiga residência ostenta o gosto pelo ferro, largamente utilizado em sua fachada, nas colunas que sustentam o alpendre e nos rendilhados do frontão. Possui também cerca acima do baixo muro.No terraço, há ainda azulejaria com florais típicos do século XIX, indo do chão à metade da parede, bem como nas cercaduras de portas e janelas. Os lambrequins estão em perfeito estado de conservação. Há um bom tempo, funciona como clínica de repouso geriátrico, provavelmente, logo depois de deixar de ser moradia. Fontes: http://twixar.me/1V61 http://twixar.me/mV61
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Solar do Barão Rodrigues Mendes

O português João José Rodrigues Mendes, nascido em Braga, província do Minho, a 2 de dezembro de 1827, emigrou para Pernambuco, aqui chegando a 11 de novembro de 1844. Empregado, a princípio, como caixeiro, na firma Arantes & Braga, morava no Beco do Azeite do Peixe, nº 22, em casa de propriedade da firma. Em 1850, em sociedade com Antônio Lopes Braga e sob a razão de Mendes & Braga, adquiriu uma venda situada na Rua da Cruz (hoje Rua do Bom Jesus), nº 36, firma amigavelmente dissolvida em 1852. Como outros comerciantes portugueses, foi, em 1892, agraciado, pelo governo português, com o título de barão Rodrigues Mendes. Casou-se com D. Eugênia Francisca da Costa, tendo residido, durante algum tempo, num sobrado da Rua do Imperador, no centro da cidade. Dedicava-se, na época, à importação e venda de bacalhau. Negociante próspero, no ano de 1863, escolheu o arrabalde de Ponte d’Uchôa para sua residência, adquirindo, por volta do ano de 1870, um sítio ali situado. Vale ressaltar que Ponte d’Uchôa era, em meados do Século XIX, o mais aristocrático dos subúrbios recifenses. Morar em Ponte d’Uchôa ou na Rua da Aurora era índice de condição social elevada e de boa situação econômica. A primitiva dona do sítio e da vivenda de Ponte d’Uchôa era a sra. Maria Francisca Marques do Amorim (ascendente em linha direta do barão de Casa Forte), que os vendeu, mediante alvará do juiz competente (eram bens vinculados à massa falida da firma Viúva Amorim & Filho), ao barão Rodrigues Mendes. Posteriormente, faixas de terrenos foram sendo adquiridas pelo novo proprietário e anexadas ao sítio primitivo, abrangendo todo o atual Colégio das Damas Cristãs e estendendo-se até o sítio da Capelinha da Jaqueira. A vivenda foi, pouco a pouco, sendo reformada pelo Barão, que a revestiu de azulejos portugueses, colocou piso de mosaico inglês, e procedeu a várias adaptações, construindo a copa, a ante-copa, a escadaria, o torreão, e toda uma puxada prolongada até o sótão primitivo. Encomendou, inclusive, na Áustria, a mobília de carvalho da sala de jantar, contratando, para a sua decoração, Eugéne Lassailly, pintor francês que vagabundeava pelo Recife nos fins do Século XIX, e que faria trabalho idêntico em vários casarões e vivendas de sítios da cidade. A simples vivenda adquirida pelo Barão foi, pouco a pouco, sendo transformada num belíssimo solar. Ao enviuvar (em 8 de setembro de 1878), o Barão cedeu o comando da propriedade à Joana, filha primogênita, casada com o médico maranhense Malaquias Antonio Gonçalves, passando a morar, até sua morte, no torreão por ele construído. Esse apêndice da vivenda teria sido construído para colocar, em seu 3º piso, a caixa d’água potável e de serventia, que uma bomba recalcava do poço lateral. Servia, também, como excelente mirante de onde se descortinava o sítio e todas as dependências de serviços da vivenda. Instalando-se no Torreão, não o fez antes de uma adaptação imprescindível. No 2º piso preparou a sua alcova de viúvo. Nas suas paredes mandou pintar uma síntese histórica da pesca do bacalhau, desde o seu fisgamento até o embarque, já industrializado, em veleiros acostados em algum porto da Terra Nova. (…) Ao lado de sua alcova, Rodrigues Mendes instalou sua biblioteca, cujos livros de assento de seu próprio punho foram destruídos pelo mofo, pelo cupim e pela umidade. No piso inferior construiu um banheiro – quase uma piscina – com duchas escocesas, ao lado, acionadas por gravidade. No ano de 1888, cedeu à cidade uma parte do seu sítio para permitir a ligação da Estrada de Ponte d’Uchôa (hoje Avenida Rui Barbosa) com a Estrada dos Afflictos (hoje Avenida Rosa e Silva), fazendo com que o nome do genro, a quem devotava especial afeição, fosse dado à nova Avenida (Avenida Dr. Malaquias). O Barão veio a falecer, aos 67 anos, a 11 de novembro de 1893. O sítio, portanto, somente conheceu três proprietários: 1º) a família de D. Maria Francisca Marques do Amorim, que o vinculou à firma Viúva Amorim & Filho; 2º) o barão João José Rodrigues Mendes, que o adquiriu, em hasta pública, conservando-se na família até 1966, mais de cem anos, sendo interessante observar que, por um capricho do destino, duas netas do barão se casariam com rebentos legítimos da família Amorim, a quem pertencera inicialmente a propriedade, voltando, assim, a propriedade às mãos da família Amorim; e, 3º) finalmente, a Academia Pernambucana de Letras, que o obteve, por doação do Governo de Pernambuco, em 1966. Em 1966, o solar foi desapropriado pelo governador Paulo Guerra para, em regime de comodato, para abrigar a Academia Pernambucana de Letras. E, em 1973, foi, pelo governador Eraldo Gueiros, cedida, em caráter definitivo, para aquela instituição. Fonte: https://bit.ly/33Gg3bq
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Jardim dos Baobás

Baobá/Parque Capibaribe O Baobá é a árvore com o tronco mais grosso do mundo! Seu caule oco chega a medir mais de 20 metros de diâmetro e pode armazenar até 120 mil litros de água. Seu tamanho é tão impressionante que alguns baobás são usados como casas, depósitos de grãos ou abrigos de animais, mas infelizmente a espécie está ameaçada de extinção. Essa árvore se divide em oito diferentes espécies, seis delas nativas de Madagascar, na África, uma proveniente do Oriente Médio e outra que surgiu na Austrália. Todas as espécies, no entanto, existem em outros países, incluindo o Brasil. Recife é uma das cidades brasileiras que possuem mais exemplares desta árvore. Elas aparecem nas ruas e quintais e são cultivadas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde são objeto de estudo. Os Baobás também são considerados por alguns biólogos como as árvores mais antigas da Terra. Estima-se que elas possam atingir entre um e seis mil anos de existência, calculados pelo seu diâmetro. Seu nome científico é Adansônia Digitata, mas elas são conhecidas também como embondeiros, imbondeiros ou calabaceiras. A árvore é realmente poderosa, suas flores chegam a medir 20 cm e floresce durante uma única noite, apenas, e isto ocorre no período de maio a agosto. Todos os elementos dessa árvore são úteis para a sobrevivência do ser humano e representam, também, uma fonte preciosa de medicamentos. Da seiva desta árvore retira-se um óleo especial; e sua cortiça possui composto medicinal para combater a epilepsia. possuem néctar e frutos que servem de alimentação para as tribos e animais nas épocas de escassez. O pó originado de suas folhas secas, trituradas, tem sido usado para combater anemia, raquitismo, diarréia, reumatismo e asma. As folhas são utilizadas, ainda, como alimentos. Por serem ricas em cálcio, ferro, proteínas e lipídios, elas são trituradas e misturadas em sopas, ou adicionadas a cereais, para enriquecer a alimentação das crianças. Esse pó, inclusive, misturado com água, transforma-se em uma bebida parecida com o leite de coco. As raízes das mudas de baobás, quando são devidamente cozidas, tornam-se similares ao aspargo. As sementes, repletas de óleo vegetal, são assadas e consumidas. A polpa branca e as fibras de seus frutos contêm um alto teor de vitamina C e servem para combater a febre, a malária, o sarampo e a catapora, além de inflamações no tubo digestivo. Os aborígenes costumam comer as frutas dos baobás e usam suas folhas como plantas medicinais. Em certas regiões, as pessoas escavam o seu tronco e utilizam-no como cisterna comunitária. A madeira do baobá serve para fabricar instrumentos musicais e, o seu cerne, rende uma fibra tão forte, que é usada na fabricação de cordas e linhas. As conchas dos seus frutos são aproveitadas como tigelas. de seu tronco, os nativos de Madagascar constroem as pirogas (espécie de canoa comprida); A hipótese mais plausível, visando explicar a sua existência em Pernambuco, é a de que tenha sido trazido no século XVII, pelo conde Maurício de Nassau, durante a ocupação holandesa, para fazer parte de seu jardim botânico privado (que foi construído próximo à atual Praça da República). Uma segunda versão, porém, credita a presença do baobá às aves migratórias, que teriam trazido consigo as suas sementes. E Câmara Cascudo considerou uma terceira possibilidade: a de que os sacerdotes africanos trouxeram as sementes da África e plantaram-nas em locais específicos, no país, para o culto de suas religiões. Vale lembrar que os praticantes do candomblé consideram o baobá uma árvore sagrada, e dizem que não se deve cortá-la ou arrancá-la. na Vila de Nossa Senhora do Ó (ambos no município de Ipojuca). Nessa Vila, existe um baobá com 15,5m de circunferência* e mais de trezentos e cinqüenta anos de existência. Não à toa, na África, os baobás representam a vida: são símbolos de fertilidade, fartura , cura, mistérios e lendas. Lendas do baobá Há diversas lendas africanas sobre a origem dos baobás, mas duas são mais conhecidas: Dizem que, no momento da criação, Deus presenteou todos os animais com a semente de uma árvore. O babuíno, um macaco conhecido por sua preguiça, recebeu as sementes de baobá e, ao invés de plantá-las, simplesmente as jogou na terra. As sementes teriam brotado de ponta-cabeça, deixando as raízes da árvore à mostra e sua copa enterrada. Algumas tribos africanas atribuem a aparência da árvore a esta incrível lenda. A segunda lenda diz que a árvore reinava sobre toda a África, mas o baobá era tão soberbo que os deuses se enfureceram e as colocaram de cabeça para baixo como castigo. A lenda diz, ainda, que aqueles que comerem seus frutos serão amaldiçoados com a morte pela boca de um leão. Parque Capibaribe Iniciativa que promove diretrizes de articulação entre o Rio Capibaribe e os espaços urbanos, conectando as bordas/margens com equipamentos existentes na cidade e espaços de área verde, criando ciclovias e interligando vias de ônibus com uma nova experiência de articulação modal de transporte. Com isso, o Parque Capibaribe promove também uma mudança de mentalidade da população em relação ao rio, lançando um olhar inovador para as inúmeras possibilidades de ações nas águas do Capibaribe Fontes: https://bit.ly/2OWyTHm https://bit.ly/2IYxEDu https://bit.ly/1rj3U8J
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Estação Maxambomba Ponte D'Uchoa

O nome D´Uchoa está relacionado ao senhor de Engenho Antônio Borges Uchôa, dono do engenho da Torre, que viveu no século XVII. Tudo teve seu início quando este senhor de engenho resolveu, logo depois ao término da Guerra Holandesa em 1654, construir uma grande ponte de madeira sobre o rio capibaribe, na altura da atual Rua Leonardo Cavalcanti. A pequena estação de trem, batizada com esse mesmo nome, foi construída pela Empresa de Trilho Urbano em 1865, primeiro em madeira e depois foi substituída por ferro no início do século XX. A grande novidade para Ponte D’Uchoa veio acontecer na tarde de 05 de janeiro de 1867. Em uma cidade com pouco mais 116 mil habitantes, passou a circular o primeiro trem urbano da América do Sul. E na referida data , foi inaugurado no Recife, capital de Pernambuco, um revolucionário meio de transporte, destinado a ligar o centro aos bairros e localidades vizinhas. Era a Maxambomba, pequena locomotiva a vapor, que percorria resfolegando e sacolejando, as ruas, avenidas e pontes da Veneza Brasileira, tracionando carros geralmente lotados de passageiros. A primeira linha de maxambomba pertencia à companhia inglesa Brazilian Street Railway Company Limited, também conhecida como Estrada de Ferro do Recife a Várzea e Dois Irmãos ou simplesmente Companhia de Caxangá, Seu ponto inicial era o Largo do Teatro de Santa Isabel, de onde saía, passando pela Rua do Sol e Formosa, no começo da atual Avenida Conde da Boa Vista, e, após quatro paradas, chegava à Estação do Entroncamento. A linha servia cinco bairros da cidade. Na Estação do Entroncamento, a ferrovia se trifurcava, originando as linhas de Dois Irmãos ou Linha Principal e as da Várzea e do Arraial. O trecho até Dois Irmãos foi o primeiro a ser construído e chegava aos mais elegantes bairros do Recife, com paradas em São José, Torre, Ponte d’Uchoa, Jaqueira, Parnamirim, Santana, Casa Forte, Caldeireiro, Monteiro, Porta d’Água, Apipucos e Dois Irmãos. A linha da várzea foi inaugurada em 24 de junho de 1870 e passava por Quatro Cantos, Lasserre, Madalena, Zumbi, Cordeiro, Bomba Grande, Iputinga, Parada, Caxangá e Ambolê, chegando ao ponto final em Várzea. A linha do Arraial, inaugurada em 24 de dezembro de 1871, passava por Espinheiro, Aflitos, Rosarinho, Tamarineira, Mangabeira de Baixo, Mangabeira de Cima e Casa Amarela, chegando o ponto final em Monteiro onde se encontrava com a Linha Principal. A Maxambomba, tão integrada à paisagem e ao folclore do Recife, funcionou até 1917, quando a Pernambuco Tramways, adquirindo a “Linha Principal”, consolidou um novo tempo: o tempo do bonde elétrico. Vetor de progresso na cidade. Conforme sua circulação era expandida, o desenvolvimento da cidade tomava o mesmo caminho. O nome Maxambomba vem da expressão inglesa machine pump, em tradução literal: “bomba de maquina”. Machine se transformou em maxam e “pump” foi traduzido, surgiu então a Maxambomba. Curiosidade: Ao longo dos quase 50 anos de duração da Maxambomba no Recife, vários acidentes foram registrados. “As viaturas não escolhiam as vítimas. Atingiam adultos, crianças e animais. Esses, nem sempre sucumbiam – muitas vezes ficavam mutilados”. Tudo isso, apesar de sua velocidade máxima não ultrapassar 16 km/h. Fontes: http://twixar.me/FW21 http://twixar.me/LW21 http://twixar.me/ZW21
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Colégio Damas da Instrução Cristã

O Colégio Damas da Instrução Cristã, mais conhecido simplesmente como Colégio Damas, faz parte de uma das mais tradicionais instituições de ensino do mundo. O colégio foi fundado no ano de 1896, e é mantido pelo Instituto das Religiosas da Instrução Cristã, que tem a sua sede na Bélgica. No começo, era uma escola apenas para meninas, enquanto o vizinho Marista São Luís era uma instituição só para meninos. Com o tempo tornou-se misto. Destaca-se entre as demais escolas do município por se tratar do maior centro escolar em área territorial. Seguindo o ideal de Madre Agathe, o grupo formado por oito religiosas e uma leiga enfrentou três meses de viagem para instalar-se no Brasil. Em 15 de outubro de 1896, orientadas por Madre Loyola, as primeiras representantes da Congregação Damas chegaram ao porto do Recife. Foram elas as Irmãs Marie Alphonse Cloes, Marie Elisabeth Dobbelaere, Barbe Duchaine, Gabrielle de Vreese, Sylvie Goethls. Estabeleceram-se em Olinda, no Convento de São Francisco - primeira casa da Congregação no Brasil - onde já ofereciam aulas de música ao internato. Em apenas cinco anos de instalação no País, adquiriram definitivamente um prédio no Recife, em Ponte D'Uchoa. Em 1921, compraram a Casa do Barão de Casa Forte, que, juntando-se ao primeiro terreno, forma a atual área do Colégio Fonte: https://bit.ly/2MoecCu
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Mansão dos Gibsons

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Colégio São Luiz - Marista

O início da comunidade religiosa Marista, em Pernambuco, ocorreu em 2 de julho de 1910,com os Irmãos Romildo e Martírio e oito discípulos do Juvenato de Aubenas (França) que desembarcaram do vapor inglês Oriana e recolheram-se ao sobradão da Estação Ponte D'choa. Em menos de um ano, em 6 de fevereiro de 1911, o Irmão Paulo Berchmans funda naquele sobrado, o Colégio Imaculada Conceição que recebe os seus primeiros alunos e lá permanece por uma década. Em 1921, é transferido para a Rua do Hospício, passando em 1924 para a Av. Conde da Boa Vista, com o nome de Colégio Marista do Recife. O Casarão da Ponte D'Uchoa passa a funcionar apenas como ponto de apoio, uma vez por semana, para a prática de esportes. Ainda neste ano, os Irmãos Felipe Eduardo, João Clímaco e João Luís reabrem o sobrado de Ponte D'Uchoa, com o nome de Externato São Luís, oferecendo o curso primário e, em 1928, dão início ao curso ginasial e ao curso noturno gratuito e completando com o colegial no Colégio Marista do centro.Apesar do seu crescimento, só em 1962 que começa a funcionar o curso colegial e o velho sobrado a ser substituído por um moderno prédio. Fontes: https://bit.ly/2BrzUPr
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Solar do Barão de Beberibe

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Colégio Presbiteriano Agnes Erskine

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Palácio do Bispo

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Casa dos Frios

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Igreja São José dos Manguinhos

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Casarão Sede do TRE-PE

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Praça do Entroncamento

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Solar do TRE-PE

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Palacetes dos Amorins

Um dos mais importantes representantes do ecletismo no Recife

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